Cartilha de Aberrações
Li há pouco alguns trechos da Cartilha do MTST, e conclui que, juridicamente falando aquilo é uma aberração no mesmo nível do Decreto 8.243/2014. Fala-se no direito de moradia como se fosse uma obrigação do Estado, uma obrigação de fazer e entregar, que não possui contrato, não há menção às Leis infraconstitucionais e percebe-se de pronto o descontentamento com Magna Carta e seus ditames, de modo que propõe abertamente uma "Constituinte Popular", eu chamaria de golpista. O que a "cartilha" (está entre aspas por quê quando eu era criança, cartilha era sinônimo de aprendizado, de conhecimento) ensina aos ignorantes que enchem suas "trincheiras ideológicas", é que a pressão política por meio do caos, da invasão de propriedades é a única saída para uma "moradia digna". Incutem na mente dos seus seguidores, que, o fato de se residirem na periferia e não possuir uma casa com 3 quartos, sendo duas suítes, mais dependência de empregada, depósito e garagem para dois carros, e um quintal com piscina e churrasqueira, é culpa do Capitalismo e daqueles que não moram na periferia, criando assim, uma fenda, não entre as classes sociais, mas entre as pessoas, trata-se de um jogo de palavras perigoso que põe o cidadão de bem, contra o cidadão de bem. Assim, centenas de milhares erguem suas bandeiras vermelhas com punhos cerrados, signos emblemáticos da morte de miríades de pessoas ao longo dos séculos, bandeiras pela "moradia digna", pela posse na base da força, da marra, tudo em nome da "igualdade" e do "direito de moradia". Mas o que vem a ser uma moradia digna? - Bom, do ponto de vista do morador de rua, uma moradia digna é qualquer teto,um lugar para aquecer-se nas noites de frio, para ajuntar-se com seus filhos e filhas, mas, do ponto de vista deste "movimento social", que em nada representa sociedade nos dias atuais, moradia digna é aquela que não está na periferia, sim, por quê segundo este "movimento social", periferia não é um lugar digno, lá estão os pobres e esquecidos e os eleitores. Ora vejam só, os esquecidos nas periferias, também são eleitores e ninguém lhes impede (sob pena de prisão) de, seguirem para as urnas durante as eleições e são eles que também elegem os governantes que aí estão. Ou estou enganado? A vida então, inclusive a política, é feita de escolhas, e ninguém foge desse princípio básico, salvo raríssimas exceções. Ao que me parece, este e outros movimentos, construídos ideologicamente sob os fundamento do socialismo e do comunismo, pretendem a todo custo estar onde não deveriam estar. Se nos finais de semana me debruço sobre os livros, se adentro as madrugadas estudando e analisando casos concretos e jurisprudências, se do meu esforço decorrem melhores condições, melhores salários, pergunto, não foram estas as minhas escolhas? Escolhi os livros e o aprendizado ao invés da novela, escolhi os site e livros que tratam sobre o Direito, sobre o Estado Democrático de Direito, sobre a posse, a propriedade, os contratos, ao invés da praia aos finais de semana e as noitadas. A vida querida leitor, é feita de escolhas.

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L'État c'est moi
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